© Marcello Casal JrAgência Brasil

O auxílio emergencial 2021 oficialmente está próximo de se encerrar, isso porque o benefício foi previsto em um total de sete parcelas, referente aos meses abril e outubro. Contudo, segundo informações da agência O Globo, existe a hipótese de que o benefício possa ser prorrogado até abril ou maio de 2022 através de uma medida que prevê o chamado repasse decrescente.

Auxílio emergencial até maio de 2022

Para uma possível nova prorrogação do auxílio emergencial até maio de 2022, o benefício deve passar por um novo formato em que, para não deixar a população sem o amparo financeiro necessário devido aos impactos da pandemia, o benefício possa ser gradativamente reduzido até que em fim chegue definitivamente ao fim.

As informações foram dadas pelo secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencout, na última terça-feira (28). Para ele dificilmente o benefício deverá ser pago até maio de 2022 no atual formato, mas para um novo desenho que será proposta haverá um repasse decrescente.

Impasse com o Ministério da Economia

Diversos membros da gestão atual do governo defendem a nova renovação do programa, assim como é o caso do ministro da Cidadania, João Roma. Contudo, existe um impasse com o Ministério da Economia, que é contra uma nova prorrogação.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, não há justificativa fiscal para uma nova prorrogação do benefício, além disso, para Guedes, o governo deve se mobilizar para viabilizar o Auxílio Brasil, novo programa social de distribuição de renda que deverá substituir o Bolsa Família.

De acordo com interlocutores, o receio do ministro, Paulo Guedes é de que o Congresso Nacional acabe por aumentar o valor do auxílio emergencial que hoje paga valores entre R$ 150, R$ 250 e R$ 375. O que acabaria por pressionar ainda mais a inflação.

Mesmo que 2022 seja ano eleitoral e os gastos fiquem limitados ao teto de gastos da União, o benefício poderá ser elevado, pois, o mesmo estará fora do teto de gastos, regra essa que limita o crescimento das despesas do governo à variação dos índices de inflação do ano anterior.

 

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