De fuzil na mão em helicóptero, deputada ameaça Lázaro: ‘Tô indo aí te pegar’; Veja o vídeo

Foto: Reprodução
  • De fuzil na mão em helicóptero, deputada ameaça Lázaro Sousa: ‘Tô indo aí te pegar’
  • Deputada Magda Moffato, de 72 anos, postou vídeo nas redes sociais
  • Procurado há 12 dias, ‘serial killer do DF’ matou quatro pessoas da mesma família e vem aterrorizando moradores da região

A deputada federal Magda Moffato (PL-GO) publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece segurando um fuzil dentro de um helicóptero para capturar Lázaro Barbosa de Sousa, chamado nas redes sociais de ‘serial killer do DF’.

Procurado há 12 dias pela polícia, o homem é acusado de vários crimes e começou a ser caçado após matar quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal, no dia 9 de junho.

“Te cuida, Lázaro. Se o Caiado não deu conta de te pegar, eu estou indo aí te pegar”, afirmou a parlamentar, de 72 anos, nas imagens publicadas no instagram neste sábado.

A megaoperação montada para capturar o suspeito já virou motivo de disputa política e de atrito entre os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do DF, Ibaneis Rocha.

Ibaneis afirmou que o fugitivo “vem fazendo a polícia do Distrito Federal e de Goiás quase como de bobas”.

No Twitter, Caiado respondeu: “Que Ibaneis não se atreva a desrespeitar novamente os policiais goianos, os melhores do país. Não admito. Se ele trata policiais do DF com grosseria, minha solidariedade a eles. Em Goiás a polícia é nosso orgulho.

Operação para captura do suspeito conta com 200 agentes das forças de segurança (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
Operação para captura do suspeito conta com 200 agentes das forças de segurança (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Entenda o caso

Lázaro é acusado de matar quatro pessoas, balear três, invadir chácaras, fazer reféns e atear fogo em uma casa. A PM informou que ele disparou 15 tiros contra policiais militares de Goiás em Cocalzinho.

Na tarde de domingo (13), ele quase foi preso na rodovia BR-070, próximo à cidade de Edilândia (GO), a 82 km de Brasília. Ele havia furtado um carro em uma chácara de Cocalzinho e abandonou o veículo, um Corsa vermelha, depois de avistar um ponto de bloqueio montado pela polícia na rodovia.

Lázaro é condenado por um homicídio na Bahia, e também era procurado por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo no DF e em chácaras do estado de Goiás. Segundo a polícia, ele morou no Sol Nascente, no Distrito Federal, e em Águas Lindas de Goiás, no Entorno.

Em 8 março de 2018, o suspeito chegou a ser preso pelo Grupo de Investigações de Homicídios de Águas Lindas, mas fugiu do presídio quatro meses depois, no dia 23 de julho. Desde então, Lázaro estava foragido.

Lázaro Souza, chamado de serial Killer do DF, depois de matar quatro pessoas e deixar um rastro de violência durante a fuga (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
Lázaro Souza, chamado de serial Killer do DF, depois de matar quatro pessoas e deixar um rastro de violência durante a fuga (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Família assassinada no DF

Na madrugada de quarta-feira (9), o empresário Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, e os filhos dele, Carlos Eduardo Marques Vidal, 15, e Gustavo Marques Vidal, 21 foram encontrados mortos em uma chácara na região conhecida como Incra 9, em Ceilândia, no DF. A esposa de Vidal, Cleonice Marques, 43, foi sequestrada e seu corpo só foi encontrado na tarde de sábado, em um córrego próximo a Sol Nascente, na Ceilândia.

Na quinta-feira, Lázaro Souza também teria entrado armado em uma residência que fica a 3 km de distância da chácara onde cometera os três assassinatos. A proprietária da chácara e o caseiro estiveram sob a mira do criminoso por mais de três horas. No local, obrigou os reféns a fumarem maconha, e fugiu levando mais de R$ 200 reais, celulares, jaqueta e carregador de celular.

Fuga para Goiás

Na sexta, o homem fez mais um refém e rouba um carro em Ceilândia, no DF, e vai para a cidade de Cocalzinho (GO), onde incendeia o veículo. Segundo investigações, lá ele teria contado com a ajuda de um comparsa.

Lázaro entrou na fazenda de Cocalzinho, a cerca de 110 km da Capital Federal na tarde de sábado, segundo nota divulgada pela PM do DF. O local pertencia à família de um soldado da PM de Brasília.

O suspeito manteve o caseiro como refém. “Amarrou meu filho, o obrigou a cozinhar e a fumar maconha”, relatou a mãe do caseiro ao jornal Correio Braziliense.

Lázaro teria ainda ingerido bebida alcóolica, destruído o carro do rapaz e cortados os fios de wi-fi. Por volta das 19h, invadiu outra residência, baleou três pessoas, roubou duas armas e munições. Às 23h30, policiais foram acionados para uma ocorrência de incêndio em uma residência na região. A vítima diz que Lázaro ateou fogo na casa.

Um grupo de policiais militares de Goiás chegou à fazenda para abordar o suspeito. Mas houve a reação com 15 disparos de arma de fogo na direção dos agentes.

Policiais seguem atrás do suspeito pela mata. Além dos agentes, a operação conta com cães farejadores, drones e helicópteros.

Em 17 de maio deste ano, segundo a polícia, ele fez uma família refém na mesma região onde houve o triplo homicídio, também ameaçando as vítimas com faca e arma de fogo. Nesse crime, ele mandou as pessoas ficarem nuas e, das 19h até meia-noite, ele prendeu os homens no quarto e as mulheres “ficaram servindo jantar para ele”, segundo a Polícia Civil.

Nova troca de tiros

Na noite de segunda-feira (14), a polícia recebeu a informação de uma nova troca de tiros envolvendo o suspeito e um caseiro em Edilândia, um povoado no município de Cocalzinho, em Goiás. Lázaro teria se ferido no episódio.

Na manhã de terça-feira (15), Lázaro Souza foi visto por um caminhoneiro de frete da região de Edilândia (GO) ao atravessar a BR-070 e adentrar uma área de mata.

“Tudo indica que possa ser Lázaro. Uma hora dessas, com o tempo nublado, uma pessoa correr na velocidade que estava, de um lado do mato para o outro, e entrar na mata daquele jeito, não é normal. As características batem com as do suspeito. Porte médio, todo vestido de preto, com uma mochila nas costas. Estava de cabeça baixa e correu muito veloz. O local é bem perto de onde houve a troca de tiros com o caseiro na noite dessa segunda. Achamos que pode, sim, ser ele, e resolvemos acionar os policiais”, relatou a testemunha.

COM INFORMAÇÕES YAHOO NOTÍCIAS

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