Profissionais médicos e enfermeiros da rede hospitalar da Capital, tanto pública quanto privada, participaram nos dias 18 e 19 de novembro, da ‘Capacitação em Manejo Clínico das Arboviroses com ênfase em Dengue’. O objetivo foi qualificar os profissionais sobre o manejo clínico das arboviroses, ou seja, as doenças causadas pelos arbovírus, que incluem os vírus da dengue, zika, Chikungunya. O curso foi realizado pela Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp), em parceria com a Secretaria da Saúde (Semus).

A coordenadora técnica vetorial de zoonoses da Semus, Nábia Gomes, explica que Palmas é área endêmica e, para manter os profissionais médicos e enfermeiros da Rede Municipal de Saúde sempre atualizados, para fortalecer o cuidado, com a intenção de um manejo adequado destes profissionais com vistas a minimizar as formas grave e evitar óbitos, o curso é ofertado anualmente.

“Em Palmas, registramos, anualmente, uma média de cinco mil casos notificados de dengue. Mas como nossas atividades e a própria população evitou sair de casa, tivemos uma queda considerável neste número, com um registro de pouco mais de 1.700 casos. Isso não quer dizer que a doença não estivesse lá, pelo contrário, nunca deixou de existir, por isso, devemos sempre estar alertas. Esta capacitação veio reforçar a situação epidemiológica de Palmas e prepará-los para que se sintam mais seguros na condução dos casos”, pontuou a coordenadora.

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Mestre em Políticas Públicas em Saúde, a médica reumatologista e pediatra da USF Deise de Fátima, Alina González, ressalta a importância da promoção de cursos de capacitação ofertados pelo Município. “É muito importante termos profissionais de saúde capacitados para trabalhar na prevenção da dengue, pois caso necessário, realizar um diagnóstico precoce e certeiro da doença é primordial para fazer uma conduta adequada, já que a evolução da dengue é muito rápida, podendo levar o paciente à morte”, disse.

Com sintomas semelhantes como febre, dor no corpo, dor de cabeça, a médica palestrante Regina Onofre alerta: “É preciso estar atento às principais queixas do paciente. Por exemplo, dor nas articulações é algo mais presente na chikungunya, já a dor de cabeça é muito frequente na dengue e Covid, o paciente pode estar com as duas doenças simultaneamente? Por que não? Tudo tem que ser levado em consideração, inclusive o tipo de exame a ser solicitado na fase de cada doença e, para isso, o profissional deve estar bem preparado”, ponderou a médica em relação às doenças: dengue, zika, chikungunya e Covid-19.

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