Profissionais de saúde leem cartas recebidas de estudantes do Projeto Cartas de Esperança

As atividades desenvolvidas no Projeto “Cartas de Esperança”, da Escola Estadual Elisângela Glória Cardoso, de Palmas, continuam com o trabalho abrangendo mais pessoas. Quando o trabalho começou, em 2019, o público-alvo era os pacientes internados no Hospital Geral de Palmas (HGP), com o objetivo de treinar a escrita, por meio da produção de cartas, bem como ter empatia colocando-se no lugar do outro.

Cartas de Esperança continuam com ações envolvendo profissionais de saúde

Com as medidas de isolamento e suspensão das aulas, este ano o projeto está sendo executado de forma diferente. A professora Eliana Brito Soares Gouveia, de língua portuguesa e mentora do projeto, conta que no momento atual, muitas pessoas precisam de um apoio, principalmente aquelas que se encontram internadas.

Para a professora Eliana Brito, neste tempo é preciso ter empatia e solidariedade

Dessa forma, segundo Eliana Brito, a estratégia de trabalho para com o projeto mudou. “Estamos trabalhando com a mediação da tecnologia. Os estudantes escrevem as cartas e eu passo na casa deles para pegá-las, e também alguns nos enviam por e-mail. Está funcionando de forma satisfatória, até porque um dos objetivos do projeto é trabalhar a empatia e a solidariedade, o que ocorre com palavras de ânimo e desejo de superação enviadas por meio das cartas”, destacou.

As visitas aos pacientes estão suspensas, mas, em conversa com a psicóloga que trabalha no HGP, foi possível entregar as cartas, afirma a professora Eliana Brito.

Profissionais de saúde leem cartas recebidas de estudantes do Projeto Cartas de Esperança

O resultado do trabalho é observado na fala de quem recebe as cartas. Selvino Alves Oliveira, paciente, conta como se sentiu. “Eu me senti muito feliz em receber a cartinha. Trouxe mais força para viver, mais confiança e fé em Deus”, agradeceu.

A professora Eliana ainda enfatiza que as cartas são gêneros textuais que fazem parte do currículo escolar e que a metodologia de trabalho torna mais prática a aprendizagem. “A inspiração para o Projeto Cartas de Esperança veio de um programa de televisão. Então adaptei para a prática em sala de aula, aproveitando as experiências que podem fazer parte da vida dos estudantes. Essa é uma forma de fixar o conhecimento e de fazer com que os alunos desenvolvam a capacidade de se colocar no lugar do outro, que sejam capazes de se solidarizar com quem está precisando de uma mensagem de esperança”, finalizou.

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